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Crítica | Loja de Unicórnios é um resgate aos nossos sonhos


Imagine estar vivendo uma crise de identidade após ser expulso da faculdade por não se "encaixar" e ter de voltar pra casa dos pais, logo no início da fase adulta e ter que fazer escolhas e decisões para não viver a sombra de ser uma decepção para os pais - e a sociedade.

É nesse contexto bem atual e que faz parte do cotidiano de boa parte dos jovens desta geração, que Loja de Unicórnios está inserido. O filme recém-lançado pela Netflix, tem Brie Larson (O Quarto de Jack e Capitã Marvel) com uma responsabilidade tripla: além de protagonista, marca sua estreia como produtora e diretora. Uau!

Larson interpreta Kit, uma jovem artista que foi rejeitada pelo meio artístico e se vê obrigada a voltar para casa dos pais, com a sensação de fracasso por não ter conseguido seguir a profissão dos sonhos e sob pressão da família (e implicitamente a sociedade) resolve deixar de lado e encontrar um emprego convencional e se sentir útil, com uma vida "normal". 

Logo após aceitar o desafio dessa vida 'cinza e monótona', recebe um misterioso e tentador convite: uma loja que venderia exatamente o que ela precisa. Tentada pela curiosidade, Kit decide ir ate à loja e encontra o Vendedor (Samuel L. Jackson), um personagem misterioso, mas que lhe oferece a realização de um sonho de infância: ter um unicórnio. Para isso, ela teria que cumprir alguns requisitos e provar que tem condições de mantê-lo e criá-lo, em um ambiente harmonioso e agradável.


O filme demora um pouco para engrenar, visto que inicialmente é feita a construção da personagem Kit e como ela se sente em relação à vida profissional e pessoal - em sua relação com os pais. Mas é a partir desse encontro com o Vendedor e a descoberta da 'Loja de Unicórnios', que a magia acontece e a trama embarca em uma jornada de autoconhecimento e amadurecimento.

Conforme o ritmo do filme acelera, fica claro que o unicórnio representa muito mais que um animal e os dramas vividos por Kit em sua infância e adolescência são postos à prova. Ao tentar reviver seu mundo de sonhos e fantasia, Kit se vê em um dilema, de frente ao universo do mundo corporativo: mudar para agradar o meio ou manter sua essência e se sentir deslocada, como se não pertencesse ali. Encontrar a resposta para esse dilema é o ponto mais alto do filme. Por vezes Kit chega a duvidar de si mesma e se autocriticar como boba e infantil, até chegar o emocionante 'plot twist' e realmente entendermos o significado do unicórnio em sua vida.

Em vários momentos, eu me senti no conceito de Rainbow - o álbum "arco-íris" da Kesha, lançado em 2017 (leia o review aqui). A estética e visual chamam muita atenção pelo contraste das cores, ora cinza - quando Kit se vê em conflitos - ora colorido, com uma evolução de cores vívidas, conforme a personagem se entrega aos seus sonhos. 

O filme realmente não é uma superprodução, mas esta está longe de ser a proposta da Netflix e da Brie Larson, enquanto produtora e diretora do longa. Com um visual leve e enredo que mescla conflitos cotidianos e humor, 'Loja de Unicórnios' soa como uma metáfora sobre amadurecimento, uma mensagem implícita de que tão importante quanto crescer, é manter os nossos sonhos vivos e não desistir do que somos, do que queremos. 
Todos temos os nossos unicórnios e devemos saber o momento certo de abracá-lo e/ou deixá-lo partir. Amadurecer é preciso, mas continuar sonhando também! 

Um comentário:

  1. Nunca tinha ouvido falar desse filme. Parece ser interessante.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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