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Dia Internacional da Mulher: 10 mulheres que revolucionaram a história


Desde o início do século XX, o dia 8 de março é celebrado como o Dia Internacional da Mulher (International Women's Day). Mas diferente de outros dias comemorativos, não se trata de uma data comercial, e sim uma celebração histórica, de reivindicações sociais, políticas e econômicas. 

Apesar das primeiras manifestações datarem em 1908, somente em 1975 o Dia Internacional da Mulher foi oficializado, intitulado como o Ano Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória às conquistas políticas e sociais das mulheres e a luta, que segue até os dias de hoje, pela igualdade de gênero.

Em comemoração e homenagem por esta data, o Bananices apresenta uma lista com 10 mulheres que, de alguma forma, revolucionaram a nossa história e merecem a nossa admiração e reconhecimento pelos seus feitos. 

Marie Curie, a cientista mais conhecida da Terra

Nascida em 7 de novembro de 1867, em Varsóvia, na Polônia, Maria Salomea Skłodowska enfrentou diversas barreiras e represálias pelo simples fato de ser mulher. Mesmo com as dificuldades da infância e sendo recusada pelas universidades, não desistiu do seu sonho de estudar física, química e matemática. Foi pioneira nos estudos sobre radioatividade (termo que ela mesma criou), o que a garantiu o Nobel de Física em 1903, sendo a primeira mulher a ganhar a honraria. Em continuidade aos seus estudos, Marie Curie descobriu dois novos elementos químicos: o polônio e o rádio. Descoberta esta que lhe concedeu seu segundo Nobel, de Química em 1911. Marie, então, se tornou a primeira pessoa a ganhar duas vezes a premiação.

Gabriela Mistral, primeira Nobel de Literatura da América Latina

Pseudônimo de Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, nasceu em 1889, no Chile. Poetiza, educadora e diplomata, Gabriela era uma ferrenha defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Seus poemas abordavam temas como a natureza, amor, traição e a questão de identidade latino-americana. 'Sonetos de la Muerte' (1914), 'Desolación' (1922) e 'Ternura' (1924) são alguns dos títulos que lhe garantiu o Nobel de Literatura em 1945, tornando-se a primeira pessoa da América Latina a receber o prêmio.



Frida Kahlo, ícone de expressão e liberdade feminina

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 6 de julho de 1907, no México. Com uma trajetória sofrida, marcada por uma série de doenças, acidentes, lesões e cirurgias, Frida foi perspicaz ao tornar todo esse seu sofrimento em arte, o que lhe conferiu status de mito e ícone pop. Suas principais obras são seus autorretratos, com intensa expressão do feminino, pois acreditava que assuntos considerados, à época, privados e pessoais na vida das mulheres deveriam ser tratados como políticos e públicos. Além de autorretratos, suas obras eram sua forma de denunciar a violência contra às mulheres e o machismo. 

Nise da Silveira, a mulher que revolucionou o tratamento psiquiátrico

Nise é a primeira brasileira da lista e nasceu em 15 de fevereiro de 1905, em Maceió, e foi uma renomada médica psiquiátrica, aluna de Carl Jung (considerado o pai da Psicologia Analítica). Em uma época, onde eletrochoques e lobotomia eram formas comuns de tratamento psiquiátrico, Nise se rebelou e era radicalmente contrária ao que chamava de violência abominável. Foi pioneira na implementação da Terapia Ocupacional e primeira brasileira a usar a arte para tratar problemas graves de saúde mental. Graças a Nise, pessoas esquizofrênicas e outros transtornos psicológicos, puderam dar voz e fisicalidade aos seus conflitos internos, por meio das artes plásticas, mais tarde expostas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Sua história já foi contada em diversos documentários, livros e mais recentemente (2016) em filme (em breve será apresentado em uma matéria aqui no blog).

Rosa Parks, símbolo do movimento dos direitos civis americanos

Rosa Louise McCauley, nascida em 4 de fevereiro de 1913, em Tuskegee, no Alabama (EUA) foi uma costureira e ativista negra que desencadeou um episódio histórico pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Em 1 de dezembro de 1955, ela se recusou a ceder lugar no ônibus para um homem branco e foi presa. Na época, a lei estadual determinava que na ausência de lugares vagos, as "pessoas de cor" deviam ceder seus lugares. Esse episódio fez com que os negros passassem a boicotar os ônibus, conhecido como o movimento 'Boicote aos Ônibus de Montgomery', que durou pouco mais de um ano e levou a Suprema Corte a revogar a lei, além de marcar o início da luta antissegregacionista no país e a trajetória de Martin Luther King.

Gertrude Belle Elion, a criadora da quimioterapia

Nascida em 23 de janeiro de 1918, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, Gertrude foi  uma importante bioquímica norte-americana e suas pesquisas no Wellcome Research Laboratories foram base para descobertas de tratamentos para leucemia, herpes, AIDS, malária e rejeição a transplantes. E precursora do desenvolvimento da quimioterapia, amplamente utilizada para o tratamento do câncer. Com estas descobertas, em 1988 foi agraciada com o Nobel de Medicina.



Ada Lovelace, a primeira programadora da história

Considerada a mãe da programação, Ada Augusta Byron King, nasceu em 10 de dezembro de 1815. Com o título de Condessa de Lovelace, Ada foi não só a primeira mulher programadora, mas a primeira pessoa a escrever um código de programação. Sendo uma das personalidades mais importantes da história da tecnologia e a principal representante e inspiração para o sexo feminino. Tanto que o dia 13 de outubro é celebrado o "Ada Lovelace Day", um reconhecimento internacional, que tem como objetivo lembrar os feitos do sexo feminino nas ciências, tecnologia, engenharia e matemática, assim como encorajar que mais mulheres sigam este caminho.

Anne Frank, o legado de uma garota durante o holocausto

Annelies Marie Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, na Alemanha e foi uma adolescente de origem judaica, vítima do Holocausto. Apesar de não ter conseguido crescer para realizar seu sonho de se tornar jornalista e escritora, Anne deixou seu legado a partir de seus diário, que foi encontrado e transmitido ao longo das gerações. De forma inocente, Anne escreveu seus desabafos e sentimentos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que mais tarde vieram a se tornar uma das principais fontes históricas da perseguição aos judeus pelo regime nazista. Além de representar a pureza e perseverança de uma garota que acreditava em sua sobrevivência.

Ellen Johnson-Sirleaf, a primeira mulher negra eleita presidente

Ellen é uma política liberiana, nascida em 29 de outubro de 1938, na cidade de Monróvia. Sua carreira política começou em 1970, quando ocupou o cargo de Ministra das Finanças. Já em 1997, candidatou-se à presidência da Libéria pela primeira vez, quando obteve apenas 10% dos votos, em uma eleição com suspeitas de fraude. Anos depois, desempenhou um papel ativo no período que antecedeu as eleições de 2005, sendo eleita como 97% dos votos. Em 2011, foi uma das 3 mulheres condecorada com o Nobel da Paz, por sua luta não violenta para a segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres à sua plena participação na construção da paz e trabalho.

Maria da Penha, a conquista pelo enfrentamento à violência doméstica

Maria da Penha Maia Fernandes é uma farmacêutica brasileira, nascida em novembro de 1945, em Fortaleza, Ceará. Durante 23 anos, Maria da Penha sofreu violência doméstica, até sofrer duas tentativas de homicídio em 1983. Na primeira, seu marido Marco Antonio Heredia Viveros (na época) simulou um assalto e disparou com arma de fogo, deixando-a paraplégica. Na segunda tentativa, tentou eletrocutá-la enquanto tomava banho. Após esta última, Maria tomou coragem para denunciá-lo e sair de casa. A batalha judicial foi árdua e longa. Apenas 19 anos depois é que Heredia foi condenado e preso. Em homenagem à Maria da Penha, a Lei 11.340 - Lei Maria da Penha - foi decretada pelo Congresso e decretada pelo então Presidente Lula em 07 de agosto de 2006 e entrou em vigor no dia 22 de setembro do mesmo ano. É considerada pelo ONU, uma das três melhores leis no enfrentamento à violência contras as mulheres, no mundo.

Fica aqui o meu reconhecimento e homenagem a estas e todas as mulheres, que todos os dias lutam e contribuem para um mundo melhor, mais justo e igualitário.

3 comentários:

  1. Oi Victor,
    Amei sua postagem, sempre ótimo lembrar das que vieram antes de nós, deixando um legado imenso e muitas vezes esquecidos.
    Vejo a Marie Curie agora e lembro dos livros da série O Ceifador haha.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  2. Oi, Victor!

    Achei demais a sua postagem, todas essas foram mulheres extremamente importantes e que trouxeram grandes mudanças!

    xx Carol
    https://caverna-literaria.blogspot.com/

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  3. Só mulheres grandiosas. Adorei a homenagem.
    Boa semana!


    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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