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Rainbow: o arco-íris musical de Kesha

Há pouco mais de um mês, eu compartilhei aqui uma matéria sobre Praying, o primeiro single do novo álbum de Kesha, bem como uma retrospectiva dos acontecimentos e processos judiciais que haviam estagnado a sua carreira.

Hoje, após uma semana de lançamento do álbum Rainbow, eu me sinto muito feliz em novamente falar sobre a resistência de Kesha e sua evolução musical, em um álbum que explora uma outra faceta da artista, antes não vista. É notável a sua técnica e habilidade vocal em seu terceiro álbum de estúdio, mas mais do que isso, Rainbow apresenta em suas letras e melodias o retrato singelo e emocionante de uma artista que lutou bravamente pelo direito de continuar fazendo aquilo que ama: cantar e, hoje, poder compartilhar sua força para que sirva de inspiração para aqueles que estejam passando por dificuldades.

Composto por 14 faixas, o álbum traz participações de Dolly PartonEagles Of Death MetalDap-King Horns. As referências são as mesmas já vistas em seus trabalhos anteriores, mas com um flerte ainda mais considerável com o country e rock, em que podemos destacar Iggy PopThe BeatlesThe Rolling StonesJames Brown e Dolly Parton - que participa da faixa Old Flames (Can’t Hold a Candle To You) - como as grandes influências de Kesha em seu novo trabalho.

Eu já falei sobre Praying na matéria anterior, mas esta continua sendo a minha música favorita do álbum e, talvez, a maior contribuição musical de Kesha, não apenas pelos vocais da artista, mas pela mensagem de amor e paz transmitida, que apesar de, por muitos, ser considerada clichê, expressa a verdade e sentimento da cantora, embalada por uma melodia que toca o fundo de nossos corações (empolguei aqui).

A primeira faixa do álbum é Bastards, com uma vibe que nos remete imediatamente aos anos 70. O vocal limpo e a sonoridade acústica são, sem dúvidas, o ponto alto da canção que soa como uma dispensa à opinião alheia. I know people gonna talk shit / and darling, that’s fine”, diz Kesha no refrão.

A faixa seguinte, Let ‘Em Talk, está no momento entre as minhas favoritas, assim como o segundo single, Woman, a canção é enérgica e rebelde, remete um pouco ao álbum Animal, aquela faceta mais selvagem de Kesha, além, é claro, dos excelentes arranjos da banda Eagles Of Death Metal.

As faixas seguintes continuam com essa pegada de letras maduras e inteligentemente pensadas, uma diversidade de ritmos - poderíamos até dizer o "arco-íris" rítmico de Kesha - com a presença de elementos do folk, como em Finding You, house pop em Boots (a mais sexy e dançante do álbum) e o clássico country norte-americano, na parceria com Dolly Parton em Old Flames, como já dito anteriormente. Ouça completo:



Rainbow é com certeza um dos melhores álbum lançados em 2017 e, para mim, um grande presente. Pois no decorrer de todas as notícias que surgiam na mídia sobre os processos judiciais envolvendo a cantora, eu passei a admira-la ainda mais como artista, como ser humano e uma empatia, que hoje se reflete na minha gratidão por esse resgate musical, superação e resistência que foge do previsível e já batido jeito de se fazer música.


Rainbow é o arco-íris do amor pela música.

Fonte: Billboard, The Guardian, Tracklist 

Um comentário:

  1. Ela tinha sumido da mídia. Que bom que está de volta.
    Gostei do seu novo espaço! Estarei por aqui agora.

    Até mais,
    Emerson Garcia

    Jovem Jornalista
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