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"Praying" e a oração do retorno de Kesha

    I'm proud of who I am no more monsters, I can breathe again (Eu me orgulho de ser quem eu sou, sem mais monstros, posso respirar novamente) diz Kesha em  “Praying”, lançada na última  quinta-feira, 06 de julho, em seu retorno após quatro anos impedida de produzir novas músicas, devido a restrições de contrato e a batalha judicial em curso contra Dr. Luke e a gravadora Kemosabe Records, ligada à Sony. Mesmo após perder a batalha judicial, a Sony finalmente retirou Dr. Luke da empresa em abril, e assim como outras cantoras e artistas já fizeram no passado, Kesha nos mostra que é possível dar a volta por cima, é possível recomeçar. 

    O videoclipe, assinado por Jonas Akerlund - que já trabalhou com Madonna (Ray of Light), Lady Gaga (Telephone), Rihanna (Who's That Chick), entre outros - visualmente impressionante e singelo, com uma justaposição de efeitos vívidos e escuros, em que cores brilhantes indicam o adeus a um passado sombrio, para um momento repleto de luz, encerrado com a frase “The Beginining”.




Kesha inicia o videoclipe de “Praying” com o seguinte desabafo, ou oração:

"Am I dead? Or is this one of those dreams? Those horrible dreams that seem like they last forever? If I am alive, why? If there is a God or whatever, something, somewhere, why have I been abandoned by everyone and everything I've ever known? I've ever loved? Stranded. What is the lesson? What is the point? God, give me a sign, or I have to give up. I can't do this anymore. Please just let me die. Being alive hurts too much."
"Estou morta? Ou esse é um daqueles sonhos? Aqueles sonhos horríveis que parece que vão durar para sempre? Se estou viva, por que? Se existe um Deus ou algo parecido, alguma coisa, em algum lugar, por que fui abandonada por todos e tudo que eu conhecia? Eu já amei? Abandonada. Qual é a lição? Qual é o sentido? Deus, dê-me um sinal, ou tenho que desistir. Não posso mais fazer isso. Por favor, apenas me deixe morrer. Estar viva machuca muito".

    No entanto, apesar do tom de desesperança, o clipe traz um ensaio pessoal sobre vencer as adversidades e encontrar a paz para perdoar e rezar por aqueles que nos machucaram e implicitamente, provoca-nos a reflexão de que, enquanto consumidores, somos cúmplices de uma indústria fonográfica que ao passo que realiza os sonhos de milhares de artistas, pode também os arrasar, destruí-los.

    Sobre a música, Kesha disse em uma carta para a Lenny Letter [boletim feminista online] que “É sobre sentir empatia por outra pessoa, mesmo que ela tenha a ferido ou assustado. É uma canção sobre aprender a sentir orgulho da pessoa que você é mesmo nos momentos mais tristes quando se sente só”. A cantora disse ainda que enquanto aguardava o julgamento, sentia-se verdadeiramente deprimida, sem perspectivas, até que voltou-se para a oração e concluiu que não se pode controlar tudo, pois essa tentativa de tentar estar sobre o controle da situação a estava matando. “É sobre aprender a deixar ir e perceber que o universo está no controle do meu destino, não eu”, complementa.



    Praying é, então, uma mensagem de esperança e superação, uma doce e singela oração de Kesha que, assim como ela, espera que acreditemos em nós mesmos, em nossa capacidade de amar e por meio desse amor, superar as lutas do dia a dia e obstáculos que surgem diante de nosso caminho pela conquistas e realização de nossos sonhos. “Encontrar a força para se apresentar diante dessas coisas não é fácil, mas eu quero ajudar os outros que estão passando por momentos difíceis”, encerra.

    Se assim como eu, você gostou do novo single de Kesha, já anota na agenda: o álbum "Rainbow" será lançado já no dia 11 de agosto, falta pouco. E se  ainda não ouviu a música ou assistiu o clipe, veja agora mesmo e compartilhe, aqui, suas emoções:


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